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*Resenha* Nick and Charlie

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  Essa novella da Alice Oseman foi relançada em 2020 e claro que eu tinha que encerrar o ano lendo a nova versão. Nick e Charlie são o casal perfeito, todo mundo sabe que eles foram feitos um para o outro. Certo? Com a formatura de Nick próxima, o casal começa a pensar sobre o futuro, com Nick indo para a universidade e Charlie ainda tendo um ano na escola. Como eles vão lidar com um relacionamento à longa distância quando viveram praticamente grudados por anos?  O casal aqui está bem diferente de em Heartstopper, já que a história se passa no futuro. Charlie está uma pilha de nervos com o namorado indo embora em breve, mas não quer demonstrar para não parecer egoísta. Nick está super animado para ir para a faculdade, mas tem medo do que a distância pode fazer ao namoro. Falta de comunicação e explosões dramáticas ameaçam romper o casal perfeito.  Assim como This Winter, essa novella é cheia de fofura e sensibilidade, e nos dá um gostinho do que Narlie - Nick e Charlie - ...

*Resenha* Blasphemy 1 e 2

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Esses dois contos de T. J. Klune são alguns dos mais irreverentes, absurdos e bizarros que já li. Ah, e também hilários, é claro.  Antes de começar, devo alertar que esta não é uma leitura para todos. Pode ser controverso, desrespeitoso e absolutamente sacrílego se você for uma pessoa religiosa, então proceda com cautela.  É uma comédia satírica envolvendo Satanás, seu namorado mortal Jimmy, Deus e seu filho rebelde Jesus. É extremamente queer, sexual e cheio de interpretações peculiares de figuras bíblicas.  Para ser honesta, não foi realmente uma leitura para mim, mesmo que eu risse constantemente e não pudesse negar o humor característico de Klune.  Para mim, ambas as histórias pareciam fanfiction not-so-guilty pleasure do autor e isso foi o que mais me fez rir. É claro que Klune se divertiu muito ao escrevê-los e não se arrepende da grosseria apresentada. Quando um autor claramente gosta do que escreve, é meio impossível não gostar um pouco.

*Resenha* The Black Flamingo

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Terminei esse livro do 31 de dezembro, e foi o melhor jeito de dizer adeus a 2020. Foi a primeira vez que li um livro escrito em verso - A Poeta X está aguardando na estante há um tempão -, e fiquei bem surpresa com a fluidez da história, que segue um jovem preto gay lidando com as dificuldades de amadurecer e que encontra seu verdadeiro eu na comunidade drag.  A narrativa sensível e sincera traz temas como racismo, homofobia e várias formas de preconceito, enquanto Michael tenta se encaixar - em algum lugar, ele só não sabe bem onde.  É uma jornada de crescimento, aceitação e orgulho, em que Michael lida com a família, amigos, amores e suas próprias expectativas e experiências.  O discurso final de Black Flamingo me deixou com lágrimas nos olhos de tão emocionada que fiquei, e com certeza é uma leitura que merece muito reconhecimento. Vou ficar de olho em tudo o que o autor Dean Atta lançar.  Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

*Resenha* The Fever King

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Fiquei com vontade de ler esse livro e sua sequência, The Electric Heir. há vários meses já, e vi os dois livros disponíveis no KU, mas queria esperar tê-los em edição física para ler. E nem foi tão difícil, já que o preço deles na Amazon é super baixo perto da maioria dos importados de capa dura – já até fiz propaganda quando comecei a ler The Fever King. Apesar de ser um livro lançado em 2019, poderia muito bem ser uma história pós- Covid. Uma doença misteriosa assola o mundo, deixando milhões mortos e mudando o cenário político-econômico do mundo. Parece familiar? Só que no livro, quem sobrevive a doença fica com sequelas mágicas, ou seja, adquire poderes extraordinários. Uma catástrofe causou uma revolução que dividiu os EUA em várias nações independentes, e Carolinia se declarou um Estado para esses sobreviventes superpoderosos. Noam Álvaro é filho de imigrantes ilegais da nação de Atlantia, e cresceu vendo seus amigos e vizinhos sendo deportados para um país devastados pe...

*Resenha* How The King of Elfhame Learned to Hate Stories

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A trilogia O Povo do Ar, publicada no Brasil pela Record, é o perfeito exemplo que contos de fadas são mais obscuros, cruéis e sangrentos do que a Disney nos fez acreditar. Essa edição maravilhosa traz toda a magia dos livros de contos de fadas antigos por meio de suas ilustrações lindas, e nos dá, mais uma vez, um pouco de insight sobre o príncipe cruel/rei perverso Cardan Greenbriar.  Com pequenos contos, vemos diversos momentos da vida de Cardan e como ele precisou se moldar para se encaixar na corte de Elfhame. Ele passou de uma criança neglicenciada para um adolescente abusado, e aprendeu a criar um personagem para se manter a salvo: o do príncipe que não se importa com nada, por vezes cruel demais, que é inatingível e imperturbável.  Aprendemos um pouco mais sobre a relação dele com os irmãos, além do relacionamento com Nicasia e a “amizade” com Valerian e Locke, e como, mesmo com a armadura que ele construiu para si mesmo, traições e mágoas ainda o afetavam. Também é po...

*Resenha* Crier’s War

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Eu peguei este livro sem muita expectativa, mas eu gostei bastante e com certeza vou dar uma olhada na sequência. Em um futuro em que a automação governa o mundo, Crier é a princesa de uma nação poderosa.    Ela está divida entre suas próprias crenças de que os humanos devem ser tratados com respeito e a doutrina de seu noivo de que os humanos devem ser completamente eliminados. Então, seu caminho se cruza com Ayla, uma serva humana que secretamente é uma rebelde encarregada de matar Crier. Ayla viu sua família morrer nas mãos de dos autômatos e cresceu esperando por uma chance de se vingar e, finalmente, derrubar os autômatos. Elas não esperavam os sentimentos que florescem entre elas, e como esses sentimentos podem mudar seus objetivos. A história do mundo criado pela autora Nina Valera é interessante e bem desenvolvida. Eu gostei muito das    partes históricas sobre como os autômatos vieram a subjugar os humanos. A política e os jogos de poder eram emocionant...

*Resenha* Cinderella is Dead

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Estava muito animado com este livro, desde o título e a premissa até a bela capa. Eu senti que não alcançou todo o seu potencial. Cinderela era uma pessoa real, e seu conto de fadas foi distorcido em um evangelho que mantém as mulheres submissas e sob total controle dos homens. Se uma garota não é escolhida por um homem no baile anual, ela então pertence ao rei, e ele pode fazer com ela o que achar melhor. Sophia não quer um marido, ela deseja fugir com sua amada Erin, que não acredita que haja escapatória para elas. No baile, Sophia enfurece o rei ao se recusar a aceitar as leis e foge, tornando-se a inimiga pública número um. A única maneira de Sophia ser livre é impedir o rei e seu terrível reinado. Passei a maior parte da minha leitura dizendo na minha cabeça “mate os homens”, pois eles são, na maior parte, horríveis, na história. Mas todos nós sabemos que não é assim que melhoramos nossa sociedade, certo? E a sociedade aqui foi, por 200 anos, ensinada que os homens têm direito a q...